Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Adoro os termos técnicos, os temas novos e os termometros,
o pulsar do sangue nos pulsos, pulsões,
o sexo, o quente e o frio, as emoções.
Adoro o que sei de cor, caminho de olhos cerros,
os campos semeados, à Borda d´àgua,
alfaia agricola, o suor frio, a geada.
Adoro o bonito o feio, as plásticas,
o engraçado, ser de novo o sempre velho,
todas as caras que encaro, ao espelho.

Adoro as quedas livres, o espaço sem molhar.

Adoro a seiva, a semente as raizes,
toda a fauna excepto os pombos e as perdizes;

Adoro o que me dizes.

Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Acenas cenas de adeus, sou católico na despedida,
sou pó antes da despedida, sou despido antes de partir,
sou lavado, sou levado. Estou de partido.
Somam partes de discurso, sou vigorado em palavras,
colam mais adjectivos do que sou.
Só os parasitas sabem o meu verdadeiro paladar.

Sou o que soube dar.

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

É de ser amargo partir asim, é ser fim e anunciar

é ser de partido e partilhar, não tem o defunto lugar.

Finalmente há pontuacão em ti...

Ganhas-te os pontos, o final.

Defunto de broca negra,

uma simples pedra, sepulcral.



Sempre sussuras-te segredos.



Pena de Peninsula, com letras em 100 palavras.

Escreve direito à canhota

Sábado, 29 de Agosto de 2009

vitrine

agora que vês,

no momento de olhar o muro,

sem horizontes, segundos planos,

não observas montanhas, nem planície,



ocular de globo, esfera, golpear,

espero afirmação ou outra mensagem,

sei nadar mas quero margem,

sei escrever mas quero linha

Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Não me pessas diálogos ou jogos de mentiras e traições,

não me pessas para não trair ou atrair jogadas,

não me pessas, peças, derrubo o tabuleiro se não encontro solução,

não me pessas tempo de cronómetro, demasiadas regras,

não me pessas que aguarde ou perca o que não soube guardar,

não me pessas que encontre lugar,

não me pessas encontro, distancia ou data.



Peço-te, não me pessas.

memorial

Minha gente atenção!!!
Respirar...aqui vai.
-A cona é um negócio de milhões.
Há milhares de anos que a cota desta acção se mantem em alta.

Minha gente atenção!!!
Pela segunda vez atenção...
-Foder e mijar são sensações do caralho.
Comprovado em poemas de wc e pensões com o mesmo aroma.

Minha gente!!! Vá lá é a ùltima.
Atenção meninos...aqui vai.
-Só não se esquecem da pila porque se lembram da cona.
Lembrem-se desta.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Se tudo fossem nervos, o centro nevrálgigo empolgado, músculos a pulsar,

sentia medo e recuáva de sentinéla.

Se fosse observador, apenas terapeuta de janela,

acenava, dava " bons dias" assistia à querela.



Quando morrem, sou figura funebre,

apertam as mãos sou Mandela.





Madre, Máfia, Maria,

Fado, Futebol, Fátima,

basmáti, rissoto, cozido, reniê: azia.



Sinto fome sem jejum, dez dias depois pesco um,

sou fácil, caiu na rede, sou atum.



Não descanso sózinho, conservo-me na láta.